Newsletter 02 – Suplementação para leitões recém nascidos

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Suplementação para leitões recém nascidos

Por Randal Gomes
Diretor da Divisão de Suinocultura da IBERSAN

Nos últimos anos a seleção genética de matrizes tem trabalhado para produzir fêmeas hiperprolíferas, com leitegadas ultrapassando 13-14 leitões nascidos vivos/parto.

Graças a esta hiperprolificidade, há maior heterogeneidade no peso ao nascer e, ao mesmo tempo, as fêmeas não produzem mais leite. Levando-se em conta que a taxa de mortalidade depende em muito do sistema de criação, manejo e tamanho da granja, quanto maior a produção, maior seria a taxa de mortalidade, uma vez que o número de tetas funcionais no aparelho mamário das matrizes é incompatível com o número de leitões nascidos vivos, somando-se a isso a deficiência de mão de obra para o eventual fornecimento do colostro a todos os recém nascidos.

Cuidados nas primeiras horas de vida com o conforto térmico dos leitões para a manutenção da temperatura corporal, além da ingestão do colostro, são de suma importância, pois impactam positivamente no ganho de peso dos leitões, que podem dobrar de peso na primeira semana de vida. Porém, durante os períodos mais quentes do ano, as matrizes em gestação e lactação tendem a reduzir o consumo de ração, levando a uma produção inadequada de colostro e leite, e consequente aumento da mortalidade ou redução no ganho de peso devido à desnutrição.

Nesta etapa é de suma importância a utilização de sucedâneos na alimentação dos leitões lactantes, especialmente para aqueles que apresentam crescimento limitado. Os sucedâneos são uma alternativa importante e economicamente viável para reduzir a mortalidade e aumentar o peso no desmame, em resposta à produção insuficiente de leite e à dificuldade de acesso aos tetos.

Segundo pesquisa da EMBRAPA suínos e aves, a utilização de suplemento lácteo a partir do primeiro dia de vida aumenta o consumo de matéria seca (MS) e o peso médio dos leitões até o desmame. Neste estudo, os animais apresentaram peso ao desmame 5% superior àqueles que consumiram apenas ração pré-inicial, constituindo-se em um manejo eficiente para melhorar o desempenho de leitões lactentes. (Lima ET AL, 2013)